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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

“Don Jon”: A verdade sobre os homens


Esta segunda-feira fui ao cinema e o filme escolhido, sem hesitar, foi “Don Jon”, com o fofinho do Joseph Gordon-Levitt, a poderosa da Scarlett Johansson e a eterna Julianne Moore.

Fiquei com vontade de ver o filme, desde o início, pelo elenco. Acho que o Joseph Gordon-Levitt cresceu muito desde o “10 Coisas Que Odeio em Ti”, filme que qualquer adolescente como eu adorava na altura. Agora, qualquer filme em que aparece é um sucesso de bilheteira e prova, a cada novo desafio, o porquê de ser um dos novos meninos bonitos de Hollywood.

Ok, mas agora a história. Então a história de “Don Jon” centra-se em Jon Martello, um jovem que vive para aquilo que gosta, e isso passa por (MUITAS) mulheres e (MUITA) pornografia. No entanto, não deixa de ser um homem de família e ir todas as semanas à Igreja, confessar os seus pecados.

Tudo muda no momento em que conhece Barbara (Scarlett Johansson), um verdadeiro mulherão que se torna um desafio para Jon, porque o raio da rapariga não queria ceder aos ataques do Jon. Os dois envolvem-se mas, apesar da paixão que os une, o prazer de uma relação real não consegue ser mais gratificante do que a sua pornografia e o romance termina quando Barbara o apanha pela segunda vez a assistir a filmes pornográficos.

Jon regressa, imediatamente, à sua vida antiga de saídas à noite e engates casuais que terminam sempre no mesmo: sexo sem significado. E, claro, na sua pornografia.

Até que, sem se aperceber muito bem, acaba por desenvolver uma amizade meio estranha com Esther (Julianne Moore), o exacto oposto de Barbara: uma mulher calma, inteligente, com quem consegue conversar. E é então, no seguimento de uma conversa entre os dois, que Jon decide deixar de ver pornografia. Pouco depois, envolve-se com Esther e é com ela que Jon percebe o porquê de nunca ter tido tanta satisfação sexual com uma mulher, porque lhe faltava a ligação emocional.



Resumindo e concluindo, a minha opinião sobre o filme:


Apesar de estar com algum sono, e em dois ou três momentos ter tido de fazer um esforço enorme para não me deixar dormir, gostei muito do filme. É uma história que desmistifica muito a relação dos homens com o sexo (e, consequentemente, a sua relação com a pornografia), para aquelas meninas que acham que só porque namoram, o dito-cujo vai ficar totalmente satisfeito na relação (NOT).

Para além disso, fiquei muito satisfeita que, no final, ele tivesse escolhido a mulher intelectual em vez da boazona vazia de cabeça. É o triunfo da inteligência e simplicidade sobre a futilidade das mulheres que vivem das aparências e para os eventos sociais. Acredito que, no fundo, até mesmo o maior mulherengo acabe por se render a uma pessoa verdadeira como a Esther e deixar para trás a sexybomba que não trazia nada à sua vida a não ser beleza. 

Deixo-vos com o trailer, e a recomendação de um filme giro para se ver com amigos ou até mesmo com o mais-que-tudo. 

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